Fat Chance Belly Dance

Desenho YogaCriada por meio de uma trupe de dança em São Francisco (Califórnia, EUA) nos anos 70, a Dança do Ventre Tribal surge originalmente sob o nome de Fat Chance Belly Dance e desperta o interesse do mundo para uma dança que mescla variados arquétipos, definições e expressões artísticas de inúmeras etnias como: Flamenco, dança indiana, turca, árabe, outras folclóricas de diversas partes do Oriente e danças tribais africanas. Misturando tudo isso com alguns movimentos do estilo americano e chegando às tradições das populações islâmicas do Tajiquistão e Uzbequistão.

As performances solo nesse estilo não existem, sendo mais comuns as realizadas em grupos em que as dançarinas se organizam em círculos e meia lua e se assemelham a uma tribo propriamente dita. A comunicação visual e corporal é presente na roda e após se segmentarem em grupos menores, as bailarinas interagem com o público.

Para um aprimoramento da dança, em meados dos anos 80, foram agregados ao estilo elementos do Ballet Clássico como repetição e condicionamento muscular para diferenciação da técnica.

Surgem portanto, as fusões conhecidas dentro do Estilo Tribal Americano ou ATS (American Tribal Style): Tribal Fusion e Dança do Ventre Tribal Moderna, em que as improvisações no palco são substituídas por encenações improvisadas e coordenadas, que davam a impressão de serem coreografadas. Como principal característica, esta novidade acrescenta uma brincadeira baseada em uma representação por códigos e sinais corporais que as bailarinas aprendem e utilizam para seguir a “líder” que é responsável por indicar qual o próximo movimento a ser realizado, quando haverá transições e trocas de lideranças.

Outra inovação para o estilo, nos anos 90, foi a implementação de uma nova postura vinda da dança flamenca: a diferenciação nas posições do corpo na execução dos passos que dão voluptuosidade aos movimentos e a dança indiana, para uma melhor visualização do público. Ocorrem também outras fusões com outras formas de expressão corporal como o break dance, hip hop, dança indiana, da Polinésia, do Oeste Africano e músicas modernas como breakcore e etno-rock e jazz dance. Surge então o Neo Tribal, um sub-estilo que não se mantém preso ao sistema de códigos e sinalizações do ATS, e que trabalha com as peças já ensaiadas e possui maior liberdade, agregando novos movimentos, inovações cênicas e acessórios na composição do figurino, mantendo semelhança ao criado nos anos 80.

Para um maior aprimoramento e aumento de possibilidades técnicas, a Yoga passou a desempenhar um fator fundamental na Tribal Fusion, como modalidade na parte de interpretação das bailarinas adeptas do estilo e que também partilham seus conhecimentos.

FTatuagem Tribaligurinos e Acessórios

O figurino utilizado na Dança do Ventre Tribal que traziam elementos da Índia, Turquia, Afeganistão e África do Norte, sofreu algumas modificações. Antes usava-se roupas que cobriam o torso da bailarina e era composto por batas do tipo djellabas e galabias. Segundo algumas dançarinas, a intenção da visualização dos movimentos era desviada.

Um novo visual foi criado, e até os dias atuais predomina no cenário tribal. São eles: saia longa e larga (sem abertura nas laterais), calça pantalona ou salwar (bombacha indiana), choli (blusa curta de manga longa ou semi longa que é tradicionalmente utilizada por mulheres indianas embaixo do sari), top por cima da choli, xales, cintos, adereços, moedas e borlas (reunião de um conjunto de fios, presos por um nó e em números variados e confeccionados em todos os materiais possíveis, inclusive em ouro e prata e que tem origem bastante antiga entre reis e sacerdotes que usavam em suas vestes. Este acessório é comumente fabricado em cortinados e hoje, é usado para compor o traje e dar maior visualização aos giros e tremidos na dança). As tatuagens também são muito populares entre as dançarinas de tribal.