As modalidades de dança do ventre se dividem em:

Dança do Ventre com EspadaVéu Leque: De origem desconhecida, o véu leque é fabricado com seda e designa uma mistura com dança tradicional oriental, mais precisamente japonesa ou coreana. Usada pra dar ênfase aos movimentos, esse artifício foi descoberto, aproximadamente em 2003, por dançarinos influenciados por grupos chineses que se apresentavam frequentemente nos Estados Unidos. Conhecido por ser uma fusão bastante exótica, o véu leque permitiu a criação de algo inovador que incrementa as performances.

Dança da Espada: Variedade bastante conhecida, exige equilíbrio e força pois é utilizada na cabeça, mão, cintura, busto, abdômen e perna. A espada da dança do ventre é diferente de uma normal por ser fabricada especialmente para as seguintes finalidades: equilíbrio no corpo, realizando oitos, ou seja, desenhos feitos pelo movimento dos quadris, os redondos, ondulações, shimmies, movimentos no ar e no chão. Há relatos de que em tempos de guerra entre gregos e turcos, os otomanos levavam as odaliscas para os campos de batalha e, enquanto elas dançavam para os homens do exército inimigo, estes seduzidos pelas dançarinas, ficavam desarmados e despreparados para ataques surpresa.

Dança com Snujs: Presentes em rituais no Egito de louvor a Bastet, deusa gata protetora de dançarinas, os Snujs são componentes fabricados com metal, presos por um elástico e um par em cada mão, um no dedo médio e o outro ao dedão. Também chamados de címbalos, devem ser usados com muito cuidado pra não prender a circulação sanguínea por estarem muito apertados, ou então, estarem muito soltos e acabarem caindo. Na dança, eles são utilizados para dar dinamismo tanto pelos músicos quanto pelas bailarinas, que devem ser hábeis para conciliar a coreografia ao instrumento de percussão. Eles podem acompanhar a música toda e com mais frequência, as partes mais aceleradas. Variedades do instrumento são encontradas à venda, mas deve-se tomar cuidado com seu armazenamento, guardando-os secos e envoltos em tecidos para que não percam sua aparência e características sonoras como a reverberação. 

Véu Dançarina do VentreDança com Véu: um dos aliados do snujs, o véu é um acessório requisitado pelas bailarinas no objetivo de ocultar partes do corpo, cumprindo o papel fundamental de transmitir mistério, encantamento e sedução aos movimentos. Americanas e européias foram responsáveis por disseminar o uso do véu por outros países, principalmente no Brasil. Fabricados com tecidos leves como a seda, os véus produzem um efeito fantástico pela demora ao cair no chão, ondulando e desenhando no ar.

Dança dos Sete Véus: Apesar de possuir, por muitas vezes e erroneamente, um caráter erótico, os sete véus remetem às lendas como uma dança praticada pelas sacerdotisas egípcias nos templos de Ísis, ao episódio em que Salomé pede a cabeça de João Batista e também a reverência à Deusa Babilônica do amor e fertilidade, Ishtar ou Astarte. São utilizados da seguinte maneira: cada véu é retirado naturalmente e com suavidade, junto aos movimentos ondulatórios, de cabeça e mãos, sendo que cada um possui uma representatividade como associação a pontos energéticos do corpo e do abandono dos valores materiais e consequentemente uma evolução espiritual. Os giros, descidas, cambrees, curvatura do tronco para trás, e deslocamentos são bem vindos. Suas cores variam de vermelho a branco e seus tamanhos mudam de acordo com a preferência e movimentos que se deseja executar. Utiliza-se músicas instrumentais para essa apresentação, bem como o tempo aproximado de 1 minuto para retirada de cada véu, em uma música de 7 minutos.

Dança com Punhal: Essa modalidade envolve expressão, sentimento e é uma peça indispensável na representação de lutas, combate e defesa. Inicialmente oculto pela bailarina na apresentação, o uso do punhal é sincronizado com músicas de ritmo lento, preferencialmente. O Punhal tem 3 origens não comprovadas: por meio de ciganos da Turquia, pelos egípcios em homenagem à Deusa Selkis, símbolo da morte e transformação e finalmente, utilizado pela odalisca predileta do Sultão. Conhecido também por adaga, o punhal é fabricado com metal e pode ser dourado ou prateado. É manipulado no ar pela dançarina e preso em regiões do corpo como boca, cintura ou peito.

Dança do Candelabro: De nome egípcio Raks El Shamadan, e de origem grega ou judaica, a dança do candelabro é antiga e estava relacionada às festa de casamento para iluminar a passagem dos noivos, nos nascimentos e aniversários. Pode variar entre 7 a 14 velas e, quanto menor o número de velas, mais sutil e leve é o castiçal, sendo indicado do mesmo modo, o uso de um véu embaixo dele. É importante a execução com músicas lentas como Zaffe e Malfuf, pois o instrumento exige bastante equilíbrio.

Dança do Ventre Cigana SnujsDança com Pandeiro: A origem do Pandeiro ou daff, na dança do ventre, está associada ao Antigo Egito, em que o povo árabe festejava com danças alegres a época de farta colheita. É um acessório diferente do ocidental tanto pelo som como pela aparência, tocado pela bailarina em apenas alguns momentos da música com o intuito de se fazer marcação rítmica de músicas que não forem lentas e também em solos de derbak. As batidas em partes do corpo como quadril, ombro, cotovelo, mão e joelho são comuns. Por ser elemento decorativo do visual, o pandeiro é geralmente usado com vestes que adornem moedas e também com vestidos baladis. Pode-se citar alguns exemplos de música para o acompanhamento como: Said, Malfuf e Falahi.

Dança com Taças: Semelhante ao candelabro, esta dança é caracterizada por um vela dentro de um par de taças, e está presente em diversas ocasiões como: celebração de aniversários, casamentos, etc. Seus significados, trajes e movimentos realizados com o corpo e música também se encontram nessas comemorações. Implica mistério, por isso deve ser feita com velas pouco claras. Sua origem poderia ser considerada como uma versão ocidentalizada da dança com candelabro.

Dança com Flores: Esta dança é alegre por natureza e, como o próprio nome diz, simboliza a colheita de flores realizada por egípcias durante a primavera. Atualmente, é considerada uma dança popular em que não há trajes, ritmos ou músicas específicas e a entrega de rosas ao público é bem comum. O cesto de flores ou pétalas é usado como instrumento na hora da apresentação, sendo apoiado no ombro ou ao lado do quadril, como também em movimentos rotacionais.

Dança Bastão ou Bengala: Dança histórica que retrata os pastores com seus rebanhos em regiões do interior. No começo, a dança representava uma sátira aos próprios homens egípcios que dançavam com seus cajados e, com o passar dos anos, transformou seu próprio conceito, se consolidando como uma dança feminina e atualmente é executada ao som do ritmo Saaidi.

Dança Khaleege: Esta dança vem conquistando popularidade no Brasil e surgiu no golfo Pérsico. As adeptas do estilo absorvem a cultura e costumes do povo Khaleege para suas performances. Extremamente expressiva, a dança necessita de requisitos como o conhecimento de línguas árabes para uma interpretação impecável. O ritmo mais utilizado chama-se Soudi.

Velas dentro das Taças na BandejaDança com Incensário: Os incensários são utilizados com o intuito de simbolizar as sacerdotisas que os empregavam para iniciar os rituais nos templos sagrados.

Dança com Lenço: Originalmente sob o nome de Meleah Laff, o lenço enrolado surgiu no Egito. Geralmente, as dançarinas o adornam com um vestido, um lenço preto e um chaddor, que serve para cobrir o rosto e retira-se no decorrer da apresentação. O vestido deve tampar a barriga e ser colado ao corpo e pode ser bordado ou não. As bailarinas desse estilo costumam mascar chiclete, já que as tradicionais egípcias mascavam uma goma de miske e também para dar um ar de brincadeira à dança. As músicas são bastante festivas e seguem ritmos Malfuf e Falahi.

Dança com Jarro: De origem beduína, também conhecida como Raks al Balaas, Dança Samaritana ou do Nilo, esta dança reverencia a maior representante da vida, a água. É uma dança que celebra as cheias do rio Nilo, por isso é alegre e seus trajes mantém a barriga coberta e são compostos por vestidos. O jarro pode ser de barro ou imitação e os ritmos adequados são o Said e o Falahi. Durante a dança ele é colocado sobre a cabeça, cintura e ombros, além de ser usado para alguns movimentos.

Dança com Serpentes: Considerada sagrada no Antigo Egito, a cobra é intencionalmente utilizada para se fazer alusão à essa época, representando a energia e consciência, mas não representa um símbolo da dança. As vestimentas tendem a imitar a cor da serpente. Geralmente, utiliza-se duas cobras na performance, para não estressar o animal.